domingo, 28 de fevereiro de 2010

esquecer o lembrar

Provavelmente não existirá melhor maneira de te apagar de mim,senão apagando-me a mim.
Tenho tido bastante sucesso durante todo este processo.Não me lembro quem sou e o que fui,só me recordo nos finos e ténues fragmentos de memória em que te apresentas,tao dispersos mas ainda assim tão presentes como estas palavras,as mesmas que me inflamam.
Nunca terás o desprazer de as ler,nem de saber quem eu sou,ou quem fui.Mas sei que existes e jamais desaparecerás,não de mim mas em mim.Passados todos estes anos a que chamo uma vida inteira e os sinto como tal,a corda que me enforca é a mesma a segurar-me.O sofrimento que saboreio hora após hora é a única razão a dar sentido á minha vida,é o único sentimento que provo.E tão raros são os momentos em que sinto o pulsar da minha existência...que no turpor,sinto-te a ti,em mim.
E no sufoco rejubilo, pois somente assim existo...

terça-feira, 26 de maio de 2009

tudo ou nada

Há decisões que nos fazendo olhar para trás, insistem em manter a frescura do erro que cometemos. E neste processo de introspecção tão proibido quanto apetecível, quanto mais escavamos este negro e cheio vazio que é a memória, mais nos cobrimos com esta sufocante matéria que saboreio como terra... E quando damos por nós, o buraco continua presente, nós continuamos presentes e essa mesma terra já nos cobre da maneira mais desconfortável possivel. Como por vezes anseio pelo conforto da terra, do negro e do vazio...